Grande parte da população acha ou já ouviu alguém referir que fazer dieta; isto é, alterar os hábitos alimentares para opções mais saudáveis, que acaba por ser bastante desvantajoso em relação aos preços pois os valores dos alimentos saudáveis acabam por ser muito mais caros, impedindo o fácil acesso aos mesmos. Apesar de para alguns casos isso ser verdade, a verdade é que não se aplica efetivamente à grande maioria dos alimentos que encontramos nas grandes superfícies comerciais. Atualmente, e cada vez mais, existe uma grande variedade de alimentos saudáveis cujos custos são bastante diferentes. Podemos ter um mesmo produto a um preço mais caro e a um preço mais barato dependendo da marca e tudo mais. Atualmente já existem diversos produtos de marcas brancas (ex. Pingo doce, continente, Lidl, etc) que fazem com que o preço seja bastante inferior, chegando a ser, por vezes, cerca de metade ou mais do valor.
Portanto, isso é uma ideia errada que muita gente tem, pois garantidamente existem sempre opções mais saudáveis e baratas dependendo do que está disposto a gastar.
Frutas e Legumes
No caso das frutas e legumes, temos vários exemplos que demonstram isso. Por exemplo, maçãs, melão, abacaxi, bananas não são alimentos caros e fazem muito bem à saúde se comidos com moderação e na quantidade correta. Já se tivermos a considerar frutas como papaia, mango, pitaia, maracujá, frutos vermelhos, estes acabam por ter um valor consideravelmente superior e aí provavelmente já não se adequam à situação financeira de muitos portugueses. No caso dos legumes, a situação é bastante semelhante: temos, por exemplo, legumes como a cenoura, a abóbora, o alho francês e a cebola que são legumes baixos em calorias e também com um preço baixo, enquanto que, por outro lado, legumes como feijão verde, pimpinela.
Existem algumas dicas para consumir frutas e legumes de forma mais barata:
- Comprar apenas quando estão em promoção: todas as semanas temos várias frutas e legumes com diversos descontos e portanto pode aproveitar essas mesmas promoções para variar a sua alimentação de forma a comprá-los com preços mais baratos. Isto é, se numa semana a abóbora e o feijão verde estão a um preço mais baixo, opta por utilizar esses legumes nessa semana, e na semana seguinte utilizará outros que estarão com menor preço. Esta é uma boa estratégia para variar a sua alimentação todas as semanas a baixo custo.
- Aproveitar a época desses alimentos e privilegiar essas épocas: portanto, por exemplo, os morangos tendem a ser mais baratos em junho enquanto que a abóbora tende a ser mais barata no outono, pois é a época desses mesmos alimentos e os mesmos tornam-se mais baratos devido ao excesso de produção que existe nessas mesmas alturas. É normal que quanto mais produção existir numa dada altura, que o processo acabará por descer, daí ser bastante importante fazer uma adaptação com base nisso. Nos momentos em que existe pouca quantidade, os preços tendem a subir, e aí deve optar por outras alternativas.
- Opte por comprar produtos frescos sem embalamento e sem qualquer corte pois esses acabam por ser mais caros. Por exemplo, em vez de comprar morangos cortados numa tigela, opte por comprar morangos a vulso. Em vez de comprar pimentos vermelhos em dadas caixas, opte por comprar diretamente o valor ao quilo.
- Considere opções congeladas: Contrariamente ao que parece, as opções congeladas muitas das vezes saem mais barato e permitem uma maior variedade de legumes. Dependendo do legume, existem sacos de 1 quilo onde os legumes já vêm totalmente cortados e cujo preço não excede os 2 euros. Contudo, é importante analisar o rótulo para garantir as quantidades de cada legume presente no saco e de forma a garantir que não existem outros ingredientes adicionados. Alguns sacos têm óleos ou aditivos que não são saudáveis e deve evitar consumir.
Carnes e Peixes
Normalmente as carnes e peixes são dos alimentos mais caros na sua lista de compras e muitas das vezes os que devem ser consumidos têm um valor superior. Por exemplo, relativamente às carnes, normalmente as mais baratas são as carnes de porco que contêm uma maior quantidade de gordura, especialmente aquelas com mais osso. Deve evitar essas carnes. Em alternativa, opte por carnes brancas que também têm preços razoavelmente baixos em comparação com a carne vermelha. Bife de frango e bife de peru devem ser consumidos com maior frequência, sendo que o frango é mais barato que o peru. Também poderá, por vezes, optar por pernas de frango que também consegue facilmente suportar no seu orçamento familiar. No que toca ao peixe, normalmente é mais complicado a escolha pois o preço ao quilo sobe bastante e não se torna fácil arranjar peixe a baixo custo. Contudo, o atum em lata ao natural é uma boa opção e bastante prática pois não necessita de cozinhar. Não escolha outras opções como atum com tomate, atum em óleo ou atum em azeite, mas sim prefira sempre a opção natural. Pode também considerar panga (também conhecido por peixe gato) ou pescada pois o preço também é baixo em comparação com as outras alternativas, e pode até encontrar opções já congeladas por cerca de 6 euros ao quilo.
Outros produtos baixos em calorias
Atualmente existem diversas opções mais saudáveis relativamente às restantes e os preços não acabam por ser muito diferentes como acontecia há algum tempo atrás. Por exemplo, já se consegue comprar gelatinas light (com cerca de 9 a 10 calorias) a preço bastante semelhante à versão normal se optarmos pela marca branca. O mesmo acontece, por exemplo, com o iogurte grego, onde a versão mais calórica tem o mesmo preço que a versão "ligeira" e a quantidade de gordura é reduzida em 8%. Outro exemplo é a coca cola zero onde o preço é muito semelhante à coca cola normal e evita estar a consumir uma grande quantidade de açúcares, ou até mesmo o leite magro cujo preço é muito semelhante ao leite meio gordo ou gordo. Finalmente, damos-lhe a conhecer o pão de forma integral que contém muito mais fibra do que a sua versão normal, tornando-se muito mais saciante e ajudando a controlar a quantidade de açúcar presente no seu sangue bem como o colesterol.
Conclusão
Fazer dieta não sai tão caro quanto parece. A verdade é que as escolhas devem ser bem feitas e planeadas de forma a conseguir equilibrar o seu orçamento familiar. Analise bem todas as opções existentes no mercado e opte por marcas brancas pois a qualidade é muito semelhante e o preço é bem mais reduzido. Normalmente os produtos bastante mais caros são aqueles que têm características específicas, tais como produtos isentos de gluten ou lactose.
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