Devo fazer jejum intermitente?

O jejum intermitente tem um papel muito importante na nossa saúde e trás diversas vantagens, pelo que deve ser adotado no dia a dia.

Este é um dos temas que muito tem surgido nos últimos tempos, e cada vez mais tem importância no nosso dia a dia. Existem várias pessoas com dificuldade em fazer jejum intermitente enquanto outras acabam por o fazer sem notar propriamente, uma vez que, por exemplo, podem ter efetivamente alguma dificuldade em comer de manhã. Por esta mesma razão, é cada vez mais fundamental explicarmos o que é o jejum intermitente, qual o seu papel no quotidiano das pessoas, e que cuidados devemos ter em conta ao adotar este tipo de medidas. Existem diversos tipos de jejum intermitente, com diferentes períodos de tempo e diversas características, e, enquanto que para uns poderá trazer benefícios, para outros poderá ser um grande problema e dar origem a outras doenças ocultas. Por essa mesma razão, antes de começar neste processo deve ter em atenção o seu estado de saúde e se apresenta alguma limitação, mesmo que oculta, que possa provocar algum dano sério no seu quotidiano.

De forma a ser considerado jejum intermitente, o período mínimo na qual o seu corpo deve ficar sem a ingestão de alimentos são 12 horas. Durante esse período, que se pode estender, deve apenas tomar água ou chá, sem qualquer outro alimento.



Vantagens do Jejum:

Já são imensas as pessoas que adotam jejum intermitente no seu dia a dia após reconhecerem todas as vantagens e implicações na nossa saúde. Existem diversos tipos e cabe a cada pessoa escolher o que melhor se adapta ao seu objetivo e aos seu critérios. Podem ser feitos de 12, 14, 16 horas, ou até há quem faça jejum de 24 horas (isto é, 1 dia completo sem comer nada, apenas se hidratando bebendo água). Este último de 24 horas já é recomendado apenas para pessoas que o suportem pois não é fácil e tem algumas implicações extra. Relativamente aos restantes, mais adotados pela população, podem ser feitos por qualquer pessoa e geralmente são feitos entre o jantar do dia anterior e o almoço do dia seguinte, ou até pequeno almoço. Normalmente quem o faz não toma o pequeno almoço e salta do jantar do dia anterior diretamente para o almoço do dia seguinte, dando um salto na primeira refeição da manhã.

Existem diversas vantagens do jejum intermitente, começando pela redução do peso e diminuição da gordura, pois, enquanto o corpo está neste processo, acabará por usar a gordura para energia, acabando por queimá-la mais rapidamente e com maior facilidade. Além disso, ajuda a equilibrar a insulina e a controlar a glicose, ajudando à prevenção de diabetes. Como se não bastasse, outras das vantagens que tem está efetivamente na redução do apetite, fazendo com que tenha menos apetite nas refeições seguintes, e ajudará na inflamação.



Como começar:

É importante ter em atenção que, este processo, à semelhança de muitos outros, requer algum cuidado; e, portanto, se está a iniciar pela primeira vez e deseja começar a colocar em prática no seu dia a dia, deve começar por jejum de menos tempo e ir aumentando gradualmente à medida que consegue e dependendo dos sintomas que for sentindo. Isto permitirá que faça algo gradual e consiga dar ouvidos ao seu corpo para perceber se ele se habitua bem. Obviamente que, no início, especialmente para os que não têm este hábito, poderá sentir alguma fome e irritação ou até mesmo alguma desidratação caso não ingira a quantidade certa de alimentos líquidos, pelo que é importante que faça se acordo com o seu bem estar.

No meu caso em concreto, não foi difícil começar pois desde muito novo que tenho muita dificuldade em ingerir alimentos de manhã, pelo que o pequeno almoço nunca fez falta no meu dia a dia e já estou habituado a não tomar essa refeição. Assim sendo, tenho por hábito fazer jejum intermitente entre 12 e 16 horas (janto entre as 20 e 22 horas, e acabo comendo a refeição seguinte apenas pelas 12 ou 13 do dia seguinte). Contudo, conheço diversas pessoas em que não conseguem deixar de comer a primeira refeição da manhã, até porque, muitas das vezes, é a refeição que comem mais.



Após o Jejum:

Após o jejum, deve ter muito cuidado com a sua refeição. Esta deve ser de fácil ingestão e bastante nutritiva de modo a evitar picos de insulina e estabilizar e glicemia, e quebrar as vantagens desta abordagem. Deve optar por refeições com pouca gordura, hidratos de carbono complexos (batata doce, arroz integral, quinoa), proteína magra (ovos, peixe, frango) e vegetais ricos em nutrientes para que o seu organismo possa recuperar de todo o tempo em que esteve sem ingestão de alimento e consiga repor os nutrientes necessários, garantindo uma maior saciedade até a refeição seguinte. Ao fazer jejum intermitente e depois ter uma refeição desequilibrada, poderá trazer mais malefícios do que propriamente benefícios, por isso não deve tentar comer demasiado nessa refeição de modo a compensar o que não comeu nas anteriores, por isso deve comer devagar.



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